Presentación

El Programa de Posgrado en Educación Ambiental tiene por objetivo la formación de docentes-investigadores capaces de contribuir a la producción y promoción de conocimientos y su transformación en el campo de la Educación Ambiental y sus múltiples dimensiones. De esta forma, visa la formación de recursos humanos en Educación Ambiental para todas las áreas del conocimiento. En el contexto actual, prácticamente todas las áreas del conocimiento desarrolladas por la FURG (Universidad Federal de Rio Grande) poseen vínculos con la Educación Ambiental, como consta en lo mencionado. El Programa resulta de la creación de la carrera de maestría, en 1994 y de la carrera de doctorado, en 2006. La propuesta del Programa está basada en una perspectiva interdisciplinaria y cuenta con la integración de docentes vinculados a las distintas carreras o unidades de carreras que componen la nueva estructura organizacional de la institución. Suele suceder que profesores que actúan en distintas carreras de grado terminen realizando, como consecuencia, un acercamiento y estímulo más agudo con relación a los dicentes de diferentes áreas del conocimiento que, en efecto, pasan a involucrarse en actividades desarrolladas en los eventos promocionados y, posteriormente, en la búsqueda por el Programa de Educación Ambiental (maestría y doctorado) como opción de calificación en nivel Posgrado. Ese movimiento de sensibilización ha conformado una tendencia positiva hacia nuestro Programa de Posgrado.

Amazônia: de quem ela é mesmo? Valdo Barcelos-Prof. e escritor-UFSM

Amazônia: de quem ela é mesmo?

Valdo Barcelos-Prof. e escritor-UFSM

            Existem debates que parece hibernarem. De repente são “acordados” e voltam à cena com grande força. O tema da Amazônia me parece ser um desses temas. Para não voltar muito no tempo, basta ver os noticiários da década de 70 e 80 do século passado para verificarmos que estava ocorrendo um intenso debate sobre a quem realmente pertencia ou deveria pertencer a Amazônia. Na época alguns setores até denominavam o espaço amazônico como “inferno verde”. Estão lembrados?

            Pois nos últimos dias e semanas o debate sobre a Amazônia voltou à pauta nacional e internacional. E voltou com grande intensidade. Alguns discursos – ou mesmo alguns chavões – voltaram a serem repetidos 40 anos depois. Para tanto, é lançada mão de verdadeiras bobagens, impropriedades científicas quando não de bizarrices. Por exemplo: todos querem se apresentar como os verdadeiros e legítimos donos da Amazônia; que a Amazônia é o pulmão do mundo; que a Amazônia vai salvar o planeta; que a Amazônia é patrimônio de toda a terra, etc. Esquecem-se os postulantes a proprietários da Amazônia de um detalhe bem simples. Para aqueles que andam procurando os donos da Amazônia dou uma simples sugestão. Não os procurem nem em Brasília nem em Paris ou no famigerado G7. Os legítimos proprietários da Amazônia estão onde sempre estiveram: na Amazônia. Vale lembrar a esses atuais defensores da Amazônia, de duvidosa sinceridade, que os povos nativos da Amazônia nunca usaram dessa prerrogativa de serem proprietários dela. Por um simples e especial motivo: a ideia de propriedade nunca existiu entre os povos originários. A floresta Amazônica para eles é o mundo em que vivem, e, portanto, é um lugar sagrado. Não pode ser propriedade de ninguém. Esses povos originários estão lá a não menos de 20 mil anos. Quem são eles? São os Povos da Floresta. Um pouco mais de estudo e de bom senso ajudaria bastante nesse momento em que o já foi visto como “inferno verde” está pegando fogo.